Encontrando a tonalidade certa para se cantar

Encontrando a tonalidade certa para se cantar
"Como você sabe se você está cantando canções em tonalidades que são demasiadamente elevadas?"

Alguém me escreveu recentemente para fazer uma pergunta sobre a tensão entre as tonalidades amigáveis para a congregação e a tonalidade amigável para o líder.

Eu tenho uma tessitura vocal tenor superior médio e embora eu possa cantar mais baixo com bastante facilidade, eu acho que se eu transpor uma música a uma tonalidade “congregacional amigável”, a música perde energia, às vezes de forma significativa. Quero servir as pessoas em minha igreja bem e eu estou disposto a cantar com menos energia se eles ficarem mais confortáveis cantando juntos, mas se o tempo de cantar é musicalmente horizontal, gostaria de saber se pode ser mais prejudicial para uma “experiência”(por falta de uma palavra melhor) geral do que ter pessoas esticando-se vocalmente ou cantando só em partes. Alguma ideia?

Este tópico surgiu no planejamento para o nosso encontro no domingo passado. Eu conduzi o canto com John Reilly e sua banda da Filadélfia. John é um tenor e normalmente canta canções num tom mais alto do que seria confortável para uma congregação. Por isso, tomamos a decisão de descer a tonalidade das canções em um tom. Sendo um cara humilde, John estava bem com isto.

Há uma grande variedade de opiniões quando se trata de o que é uma tonalidade “apropriada” para o canto congregacional. Minha abordagem básica é manter canções de um mínimo A para um alto D, mas há certamente exceções e outros aspectos a considerar. A gama mais forte para a congregação parece ser entre G e D. Essa é região onde vários coros, ou seja, refrões, acabam (Blessed Be Your Name, por exemplo). Aqui estão alguns pensamentos que eu espero serem úteis, em nenhuma ordem particular.

Ouça

Como você sabe se você está cantando canções em tonalidades que são demasiadamente elevadas? Se os homens em sua igreja mudam regularmente para uma oitava abaixo, se as pessoas parecem que estão se esforçando tentando acertar as notas, ou se metade da congregação cai de intensidade no refrão, você provavelmente deve pensar em descer a tonalidade. Sua tonalidade está muito baixa se é difícil ouvir a congregação nas partes mais baixas da canção. Naturalmente, a maioria de nós têm os membros da congregação que terão prazer em deixar-nos saber se as músicas estão muito altas ou muito baixas.

Tempo

Músicas mais lentas com um intervalo estreito (menos de uma oitava) podem funcionar bem em tonalidade mais baixas porque eles não exigem tanta energia. Assim, “Vim para adorar-te“ (intervalo de quinta) poderia ser feito em C, D ou E. Por outro lado, as canções mais rápidas naturalmente requerem mais energia e as pessoas muitas vezes podem cantar as notas mais altas sem um problema. Por exemplo, eu estive em reuniões onde as pessoas não parecem ter um problema cantando um F# no refrão de uma You Hear the Mountains Tremble (embora eu não esteja exatamente claro sobre o que significa o coro).

Alcance

A gama mais ampla uma canção é geralmente de uma oitava e uma quinta, no mesmo intervalo dos “The Star Spangled Banner” (Hino nacional dos EUA). Nesses casos, eu faço a opção por uma gama de G a D ou A a E. “Shout to The Lord” (Aclame ao Senhor) é uma oitava e uma quarta, então A é uma boa tonalidade, embora também possa ser feito em Bb. O hino “Jesus Paid it All” (Jesus pagou tudo) tem a gama de uma oitava, mas a versão de Kristian Stanfill ela é feita uma oitava e uma quarta. Então eu fazer isso em um A ou Bb. Ele pode ser feito em C, mas a ponte atinge rapidamente uma nota Fá.

Repetição

Se grande parte da melodia permanece dentro de um determinado intervalo, eu vou levar isso em conta para tomar uma decisão. Então, se uma música tem um refrão que fica em torno de um D, muitas vezes eu desço a tonalidade da canção um tom, desde que não fique muito baixo em outras partes. Então, eu costumo fazer “Beautiful One” do Tim Hughes na tonalidade de C. “Hark! The Herald Angels Sing” tem um alcance de um 9ª, mas o coro bate a nota alta seis vezes. Então eu geralmente escolho a tonalidade de F sobre G, fazendo a nota alta um Ré.

Modulação

Para hinos ou músicas semelhantes à eles, também é possível modular no último verso ou dois. Dessa forma, as pessoas só estarão cantando as notas mais altas por um breve tempo, geralmente quando seus corações estão cheios de fé e é mais fácil cantar mais alto. Então, vamos começar “In Christ Alone” (Só em Cristo), que tem uma gama de uma oitava e uma quarta, em D, então modulam para E entre o segundo e terceiro versos. Isso faz com que a nota superior seja um Mi, mas nós só a cantamos 2 ou 3 vezes.

Vozes

Se a sua igreja canta naturalmente em quatro vozes, é possível para a melodia ir até um Mi ou sem um problema, porque aqueles que não podem atingir aquelas notas estarão geralmente cantando a parte de baixo.

Servindo a Igreja

Finalmente, eu tenho que escolher, eu quero cantar canções em tonalidades que são confortáveis para a congregação, não pra mim. Idealmente, nós não nos reunimos simplesmente para ouvir a minha voz, mas para ouvir um aos outros. Eu quero a energia vindo da congregação, não de mim. Isso não significa que eu não posso fazer um solo em uma tonalidade que funcione para mim. Mas quando estamos cantando juntos, eu quero servir a congregação. Se eu fico mais confortável em tonalidades altas, eu sempre posso adicionar harmonia ou preenchimentos vocais em lugares estratégicos.

Enquanto as igrejas podem realmente adorar a Deus com canções que são muito altas ou muito baixas, as tonalidades certas podem ajudar as pessoas a expressar o seu louvor repleto de fé e de maneiras que são eficazes, incentivando e sendo agradável.

Por: Bob Kauflin. Copyright © 2009 Worship Matters. Original: Finding the Right Key to Sing In

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