Pra que eu existo?

Pra que eu existo? Essa resposta é um prumo certo que nos alinha àquilo para o qual originalmente fomos criados para “ser” e “fazer”.

Pra que eu existo?  Eu quero te convidar a buscarmos juntos essa resposta de acordo com a  palavra de Deus, que é um prumo certo que nos alinha àquilo para o qual originalmente fomos criados para “ser” e “fazer”.

Dando continuidade ao texto da semana passada, no qual falei sobre  identidade, neste texto vamos falar a respeito de propósito (se você ainda não leu, acesse “Quem sou eu?).

Conforme eu citei no texto anterior,  “baseados na compreensão da nossa identidade podemos chegar à algumas conclusões a respeito do propósito da nossa existência.”

Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo;”  

Efésios 1:9-12

Uau!!! Este texto de Efésios sempre me emociona e me inspira a viver todos os meus dias para o “louvor da glória de Deus”! Mas, de fato, como isso se aplica no nosso dia a dia ? Vamos ver alguns pontos que considero fundamentais para a construção de um fundamento que traz resposta a questão: pra que eu existo?

O propósito da nossa existência – Relacionamento com Deus

É maravilhoso pensar que Deus todo-poderoso nos criou para nos relacionar com Ele e viver para louvor de Sua glória. Fomos criados para desfrutar da presença do Senhor, todos os dias da nossa existência, esse é o maior motivo “pra que eu existo”, a razão do nosso viver. Em Cristo Jesus, o caminho que nos conduz ao pai foi reconstruído e, através do sangue de Jesus, podemos nos aproximar de Deus e então compreender a Sua vontade a nosso respeito.  Temos uma missão aqui na terra: a partir do nosso relacionamento com Ele, representarmos o Senhor e edificar o Reino Dele aqui.

O novo sacerdócio

1. No A.T., Deus estabeleceu um sacerdócio que representasse Seu povo diante Dele e também o representasse diante do Seu povo. Este ministério envolvia um sistema de rituais e cerimônias, os quais eram símbolos das realidades espirituais futuras. O ministério sacerdotal de Cristo preencheu todos os tipos ou símbolos implícitos no sacerdócio do A.T., ele cumpriu todos os simbolismos. O sacerdócio levítico foi suplantado por um novo sacerdócio, e nos termos da Nova Aliança todo crente é ordenado para ser um sacerdote a Deus.

2. O A.T. descreve aspectos do antigo sacerdócio assim como o N.T. descreve o papel para o Povo da Nova Aliança.

a. Somos a “Eclésia” (Igreja) – o grupo dos que foram “chamados para fora” (fora do Egito do pecado e do reino de Satanás, e separados para o Reino de Deus e Seu filho querido). Colossenses 1:13;

b. Devemos ser um povo santo – a santidade é essencial para a comunhão com Deus. Hebreus 12:14;

c. Devemos nos aproximar de Deus – e oferecer sacrifícios espirituais. 1 Pedro 2:5, Hebreus 13:15.

O que nos torna aptos a nos aproximar de Deus:

O sangue de Jesus – Hebreus 10:19-22

1. Novo nascimento – aqueles que verdadeiramente nasceram de novo tem acesso ao sacerdócio real. É através do novo nascimento que o espírito humano é “vivificado” para Deus. Esta condição nos capacita a oferecer adoração espiritual que o Pai procura; João 4:24.

2. Íntegros – As imperfeições e defeitos físicos descritos no A.T. (Levítico 21:17-21), são um protótipo ou símbolo das imperfeições espirituais. Hoje não são imperfeições físicas que nos proíbem que cumpramos o nosso papel como sacerdotes, e sim as imperfeições espirituais. Deus deseja os louvores de um povo íntegro. A nossa vida cristã deve ser compatível com o que professamos pela nossa adoração a Deus. Da mesma fonte não pode jorrar água doce e amarga ao mesmo tempo.

3.PurificadosLevítico 21:6 “ santos serão a seu Deus…”.

– Deus insistia que os sacerdotes lavassem as mãos e pés na pia de cobre antes de entrarem para ministrar diante Dele Êxodo 30:20. Exercer a função sacerdotal era um privilégio o qual se tornou maior ainda hoje, pois os termos da Aliança são bem superiores aos da antiga Aliança. É importante que sejamos diligentes na nossa preparação para a adoração.

Somos purificados pelo Sangue de Jesus, pela Palavra e pelo Espírito, e isto gera em nós:

1. Consciência pura – Hoje a nossa aproximação a Deus está associada ao sangue de Cristo que foi espargido por nós. À medida em que, pela fé, recebemos o Seu poder, nossos corações são “purificados da má consciência e os nossos corpos são lavados com água limpa” (Hebreus 10:22) “. Somente desta forma podemos nos aproximar de Deus.

2. Mãos limpas – Precisamos purificar os nossos corações de desejos dúbios. Não devemos tentar oferecer adoração, a menos que as nossas mentes estejam inteiramente voltadas para o Senhor. Tiago 4:8-10

3. Um Coração Puro – Um coração puro indica motivações corretas. Porque estamos louvando a Deus? Salmos 

4. Coração contrito e humilde Um espírito quebrantado refere-se a um espírito que foi “amansado” pelos tratamentos de Deus, ou seja um espírito que aprendeu a disciplina e se submete ao senhorio de Cristo. Um coração contrito é um coração arrependido e humilde. Salmos 51:17

5. Somos revestidos – não somos chamados para usar vestes especiais, como os sacerdotes da Antiga Aliança, mas, espiritualmente há um sentido bem real em que devemos ser “revestidos’.

5.1 Revestidos com a Salvação: Salmos 132:16

5.2 Revestidos com humildade: 1Pedro 5:5

5.3 Revestidos com a retidão: Apocalipse 7:9 , lemos também em Apocalipse 19:8 que o linho fino é a retidão dos santos.

5.4 Revestidos com poder: Atos 1:8

6. Ministros na qualidade de sacerdotes da Nova aliança, oferecendo a Deus:

Romanos 12:1 “… ofereçais a vós mesmos, como um sacrifício vivo a Deus…” Corpo, alma e espírito Salmos 103:1

Concluindo

De acordo com os princípios abordados acima, entendemos que o nosso propósito essencial é viver para Deus. Seja em casa, na escola, na empresa , na rua , na igreja, e em qualquer lugar, o que somos e a maneira como agimos deve ser para o louvor da glória de Deus.  

Não deixe de ler A centralidade da glória de Deus.

Muitas vezes pensamos que pelo simples fato de  estar “fazendo a obra de Deus”, fazemos algo que glorifica o Seu nome, e nem sempre é assim. Tudo nasce da motivação do nosso coração, em dar primazia ao autor e consumador da nossa fé, aí sim, Ele é glorificado através de nossas ações.

Não existimos para edificar castelos de areia, que se vão com o vento, e sim para a edificação de um Reino Eterno, cujo único Rei é Cristo. Seja qual for o projeto, sonho ou caminho percorrido por nós, precisamos entender que Ele é o centro de todas as coisas e  nos faz “ser” exatamente quem nascemos para ser, e conduz o nosso “fazer” alinhado à sua boa, perfeita e agradável vontade.

Espero de alguma forma ter te ajudado a encontrar resposta para a questão “pra que eu existo?”.

Deus te abençoe.

Christie Tristão.

 

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