Alicerces da Adoração: Propósito Eterno

Alicerces da Adoração: Propósito Eterno

Creio que a compreensão do propósito da existência nos conduz à um caminho de luz e motivação não somente para vivermos uma vida de relacionamento e comunhão com Deus hoje, assim como por toda a eternidade. Uma das maiores questões da humanidade está relacionada a duas questões básicas: Quem sou eu? Porque eu existo? Ou seja, Identidade e propósito. O tema louvor e adoração está relacionado com o propósito da vida e também com a nossa identidade em Deus, por isso, vamos caminhar neste assunto neste momento. Fomos criados para o louvor da glória de Deus e este é o propósito essencial da nossa existência. Deus nos criou para vivermos um relacionamento com Ele, e isto foi estabelecido desde o princípio.

Introdução:

“Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou e disse. “Sejam férteis e multipliquem-se. Encham e subjuguem a terra. Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra. ”Disse Deus: “Eis que lhe dou… (Gn 1.27-29a).

“Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus, ainda não tinha brotado nenhum arbusto do campos e nenhuma planta havia germinado, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e também não tinha feito chover sobre a terra, e também não havia homem para cultivar o solo. Todavia brotava água da terra e irrigava toda a superfície do solo. Então o Senhor Deus formou o home do pó da terra e soprou em sua narinas o fôlego de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2.5,6).

Criados para a glória de Deus;

Comunhão;

Crescimento;

Conhecimento;

Visão real de Deus;

Auto imagem à imagem de Deus;

Exercer autoridade e domínio;

Desfrutar;

Capacidade de decisão e escolha.

“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá(Gn 2.15-17).

“Disse a serpente à mulher: “Certamente não morrerão. Deus sabe que no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal. Quando viu a mulher que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido que comeu também. E os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueiras para cobrir-se. Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus, que andava pelo jardim na viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim” (Gn 3.4-8).

Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer. “Estou sendo tentado por Deus. ”Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ningém tenta. Cada um porém é tentado pelo seu mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo,  tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado gera morte (Tg 1.14,15).

Soberba e orgulho ( quero ser como…);

Desejo;

Visão distorcida de Deus e de si mesmo;

O que era puro se tornou impuro;

Condenação à morte;

A porta da comunhão se fechou; (o homem se escondeu da presença de Deus);

Distorção do propósito essencial.

Criados para um propósito essencial

Deus não desistiu de nós. Ele se agrada em ter comunhão conosco, foi para isso que Ele nos criou. Em todo A.T. ele nos aponta um caminho de redenção e resgate do propósito essencial, que se cumpriria em Cristo.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortes em transgressões – pela graça vocês são salvos. Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar em lugares celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2.1-7).

Em Cristo houve uma conversão de rota, uma reprogramação; antes o alvo era o “eu” o “meu desejo”, em Cristo Ele se tornou o alvo;

Da morte para vida; a morte que eliminou a morte;

Ele mesmo levou no seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas” (1Pe 2.24).

“Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. Pois se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transnbordou para muitos! Não se pode comparar a dádiva de Deus com a consequência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação. Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a mesma provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens. Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos” (Rm 5.15-19).

Justificados em Cristo;

Desculpados e perdoados;

Uma porta se abriu;

A comunhão foi restaurada;

““Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção. Ora se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam, de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais o sangue de Cristo que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, para que sirvamos ao Deus vivo” (Hb 9.12-14).

“Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, seu corpo. Temos, pois, um grande sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações arpergidos para nos purificar de uma consciência culpada, e tendo os nossos corpos lavados com água pura” (Hb 10.19-22)

Texto final

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bençãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos. Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiros esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória” (Ef 1.3-12).

Conclusão: Em Cristo somos realinhados ao propósito essencial de Deus, criados para o louvor da sua glória.

 

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